29.4.08
19.4.08
sábias suínas
"pai, tu sabe qual é o cúmulo da paciência?
não, idiotinha, qualé?
é cagá na gaiola e esperá a bosta cantá. que cara pai, que cara que tu faz pra mim, eu não pedi pra nascê, tu que me fez, e passarinho que come pedra sabe o cu que tem."
Hilda Hilst
.
.
.
Nosso grito de guerra.
não, idiotinha, qualé?
é cagá na gaiola e esperá a bosta cantá. que cara pai, que cara que tu faz pra mim, eu não pedi pra nascê, tu que me fez, e passarinho que come pedra sabe o cu que tem."
Hilda Hilst
.
.
.
Nosso grito de guerra.
9.4.08
DO DESEJO
de Hilda Hilst
E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
(Do Desejo - 1992)
* * *
6.4.08
Amado
Na mansuetude, meu coração
é paz. É paz-fria, na guerra ao casto.
A minha pele esfria.
Eu me abraço.
Sozinho eu rio
meu Nilo. Meus sagrados.
Mas meu rio deságua no deserto.
E rir não tem a mesma graça,
nem pesca.
Meu rio resta dentro de um cacto,
areias, areias, o êxodo. O sol vermelho.
Meu pagão, é padre.
E nos teus lábios, cabem
A Nova Era.
A Arte renovada. Nos teus lábios ardem
essa espera.
É por ausentar-me do firme timbre,
nos passos. Sacros.
Por rezar de punho armado de flores.
Que outorgo a dor às músicas.
Mereço menos.
Elevo o beijo das núpcias
e não os tremo.
Sangro céus inteiros,
consolo infernos.
E nos teus braços, vejo
A Nova Era.
Intento.
Um pé de noites.
Uma perna celeste. E estrelas
feito terras férteis.
A minha sorte é nobre.
Mas sem amados.
Cem mulheres.
Um pedido faço, por esmeros.
Tenho da cor, o pálido.
Da corrida, o rastro.
O caminho são essas arestas
do deserto.
E no teu destino, faço
A Nova Era.
Volta. Sinto falta das colheitas.
Assim te espero. Sereno.
Por que me abandonas?
Por que me segue?
Tenho peste. Sou hecatombe.
A cólera é meu rosto.
Meu porte. Meu homem.
Por que não me deixas solitário?
Tenho sândalo. Sou safra.
A colheita é meu legado.
Minha luz. Minha alma.
E na tua saudade, abro
A Nova Era.
Meu pagão reza.
Meu padre te deseja.
Visto minha força indelével
e venço o exílio no proclamado deserto,
sem tua vida.
Vossas visões me aproximam
de Deus e delírio a água pro vinho.
A lira.
Teus lírios.
No teu corpo finda os infinitos.
A água que te escorre diáfana, corre,
lava, irradia A Nova Era.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
é paz. É paz-fria, na guerra ao casto.
A minha pele esfria.
Eu me abraço.
Sozinho eu rio
meu Nilo. Meus sagrados.
Mas meu rio deságua no deserto.
E rir não tem a mesma graça,
nem pesca.
Meu rio resta dentro de um cacto,
areias, areias, o êxodo. O sol vermelho.
Meu pagão, é padre.
E nos teus lábios, cabem
A Nova Era.
A Arte renovada. Nos teus lábios ardem
essa espera.
É por ausentar-me do firme timbre,
nos passos. Sacros.
Por rezar de punho armado de flores.
Que outorgo a dor às músicas.
Mereço menos.
Elevo o beijo das núpcias
e não os tremo.
Sangro céus inteiros,
consolo infernos.
E nos teus braços, vejo
A Nova Era.
Intento.
Um pé de noites.
Uma perna celeste. E estrelas
feito terras férteis.
A minha sorte é nobre.
Mas sem amados.
Cem mulheres.
Um pedido faço, por esmeros.
Tenho da cor, o pálido.
Da corrida, o rastro.
O caminho são essas arestas
do deserto.
E no teu destino, faço
A Nova Era.
Volta. Sinto falta das colheitas.
Assim te espero. Sereno.
Por que me abandonas?
Por que me segue?
Tenho peste. Sou hecatombe.
A cólera é meu rosto.
Meu porte. Meu homem.
Por que não me deixas solitário?
Tenho sândalo. Sou safra.
A colheita é meu legado.
Minha luz. Minha alma.
E na tua saudade, abro
A Nova Era.
Meu pagão reza.
Meu padre te deseja.
Visto minha força indelével
e venço o exílio no proclamado deserto,
sem tua vida.
Vossas visões me aproximam
de Deus e delírio a água pro vinho.
A lira.
Teus lírios.
No teu corpo finda os infinitos.
A água que te escorre diáfana, corre,
lava, irradia A Nova Era.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
3.4.08
Assinar:
Postagens (Atom)